sexta-feira, 2 de maio de 2008

4º Sessão - Piratas e Vinhas...

O tempo, nada melhor que o tempo para cicatrizar as feriadas. Gotek está morto e agora provavelmente ele faz parte dos espíritos que um dia terei que banir desse mundo. Resolvi passar esse mês peregrinando pelas terras de Halruaa. Nas primeiras semanas até tentei um contato com pequenos fazendeiros, mas vi que tinha que ficar longe de tudo para poder ouvir melhor os espíritos.

Andando pelas terras vi muitas coisas da natureza, achei algumas cavernas e que os animais me falaram é que às vezes elas são muito perigosas, quem sabe num futuro possa examinar isso com mais calma. O único evento atípico que me aconteceu foi uma noite, meu sono foi interrompido por uma mulher de cabelos negros, muito bonitos e com roupas leves. Ela falou pouco, e não demonstrou nenhum sinal de agressividade ou coisa parecida, apenas disse que estaria de olho em mim e quando perguntei o nome dela disse que o nome dela está para chegar. O que poderia ser a lua nova? Ou quem sabe o raiar do dia? Simplesmente, não sei.

Depois desse evento esperei mais alguns dias e voltei para Maeruhal. Fui direto para casa da família de Vael. Fui muito bem recepcionado por ele, que providenciou minha volta à civilização. Logo os dias foram se passando e os outros foram chegando. Até o crinti apareceu, dessa vez em roupas até mais simples. Quando estávamos todos reunidos começamos a discutir o que iríamos fazer, mas fomos interrompidos por alguém que chegou e chamou o Theran (enfim aprendi o nome do mago de Halruaa) e Vael. Quando voltaram, nos convocaram para ir até um local conhecido como Yaulazna a baia dos piratas. Um dos piratas sobreviventes havia solicitado ajuda a casa de Vael, de acordo com o pirata, eles haviam sido “atacados” por vinhas que eram muito similares as que havíamos encontrado nas ruínas. Rapidamente iniciamos os preparativos para a longa jornada e no final da manhã, já estávamos com tudo pronto e embarcando para seguir até aYaulazna.

Viajamos dois dias de barco até Lhaddas, de onde seguimos viagem a cavalo até as encostas que nos levam até Yaulazna, foram mais três dias de viagem. As trilhas pelas montanhas não ajudavam muito na velocidade tínhamos que ter muito cuidado porque estávamos entre as grandes montanhas e o grande oceano. Uma noite antes de chegarmos até Yaulazna, fomos acordados por várias criaturas peixes humanóides que estavam saindo dor mar, mas não para nos atacar e simplesmente fugindo, muitos deles iam morrendo pelo meio do caminho. O crinti conversou com um deles que disse que os antigos haviam acordado e destruído toda a cidade deles e feito o povo deles lutarem contra si. Estava um cheiro terrível, quando Vael começou a juntar os mortos, separando seus pertences para queimarmos todos. Depois de uma hora já tinha uma grande pilha de corpos em chamas. Seguimos então até o local que o pirata havia dito.

Yaulazna é um porto pirata feito de alguns navios encalhados na baia. Ao chegar avistamos navios pertencentes uma grande casa nobre de Dambrath, tínhamos apenas meia hora de vantagem. Esse era o tempo que tinham para examinar o local. Quando chegamos o pirata que nos acompanhava seguiu a frente para procurar por pistas. Enquanto tentávamos entrar nos navios. Fomos abrindo caminho pelas vinhas até chegarmos a uma sala onde achamos dois baús, um deles tinha várias moedas de ouro e o outro, alguns itens mágicos (que serão examinados mais tarde). Durante esse processo de busca parte do grupo ficou do lado de fora para vigiar, enquanto Theran, e eu estudávamos o baú com itens mágicos. Ao sairmos Vael disse que avistou uma critura no topo de outro navio. Vael seguiu a frente e escalou os navios sem problemas enquanto o resto do grupo estava passando sérios apertos para essa escalada. Eu só ouvi sinais de batalha, e logo Raith conseguiu subir para ajudar Vael, que depois de alguns minutos jogou uma corda para Theran e eu subirmos.

A criatura que Vael estava lutando havia fugido para o mar, e nesse navio encontramos um prisioneiro que se identificou como um guerreiro de Halruaa que foi treinar em terras de Dambrath (poderia ser outro espião). Ele usa uma arma completamente estranha, e tinha um excelente porte físico, manteve toda etiqueta de seu treinamento e agradeceu por termos salvo. Continuamos a explorar o navio até chegamos a uma grande sala com vários barris de bebidas e tinha uma porta que descia a uma área que deveria ser o grande salão do líder pirata. Essa sala já estava toda encoberta por água, mas Vael continuou seguindo. Foi quando avistamos uma criatura se movendo muito rápida pela água em forma de um verme. Theran disse a Vael para pegar a criatura viva, mas durante o combate Raith acabou sendo mordido pela criatura e Vael com um golpe certeiro destroçou a criatura. Iniciamos um grande incêndio no local para destruir todas as evidências, durante a saída não avistei o crinti, mas seguimos nosso caminho de volta a Maeruhal, para Theran estudar o que era a criatura e planejarmos o que iríamos fazer em seguida.

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