sexta-feira, 18 de abril de 2008
3º Sessão - Erros fatais da juventude
Bom, mas continuando de onde eu havia parado... Estamos na porta da sala onde havia o coração das vinhas, o Crinti iniciou sua invocação para matar as vinhas. Enquanto ele entrou em transe, deixamos o Raith com ele e fomos continuar a investigar o local. Indo para as rampas que levavam ao segundo andar. As vinhas sentiram bem os golpes da magia Cintri que por vários momentos as estruturas sentiram a dor das vinhas.
Chegando ao segundo andar o local aparentava que era muito pouco visitado com um grande salão central, na mesma posição da grande coluna central. Esse salão tinha um grande ornamento na parede, que só ficou visível quando Gotek invocou águas divinas para limpar a parede. Esse ornamento era do tamanho de toda parede e fazia referencia a alguma civilização muito antiga onde podemos identificar alguns deuses do panteão atual. Na sala havia outra porta onde o mago de Halruaa sentiu uma aura mística de conjuração. Na grande coluna central eu achei uma porta de metal, onde Vael com sua força conseguiu abrir. Essa região parecia que eram os aposentos dos antigos moradores da ruína. No centro havia um fosso que também tinha uma abertura no teto. Vael seguiu a frente desbravando o fosso.
Aqui é o momento que tudo fica ruim. Vael grita e todos foram descendo pelo fosso para ajudá-lo quando Gotek e eu chegamos La embaixo Vael e o mago de Halruaa nos informaram que haviam localizado um Wraith. Quando o Crinti chegou ficamos em posição de defesa e vimos que era mais de um Wraith, quatro, para ser mais exato. O Crinti, sabiamente saiu o mais rápido possível.
Vou resumir a historia, porque não gosto muito de lembrar esses eventos. Eu sei que quando um dos Wraith matou com um golpe só Gotek, tudo virou um turbilhão e o desespero bateu em todos e iniciamos um processo desordenado de fuga. Invoquei Razjor, mas no desespero total ele conseguiu apenas me ajudar a sair do fosso antes de morrer, mas que se não fosse Vael talvez ainda estivesse por lá. Eu sei que nesse desespero que entramos custou a vida de Razjor e Gotek. Fomos imprudentes, e isso nos custou à vida de amigos queridos.
Depois dessa situação de desespero voltamos ao primeiro andar da ruína, para procurar algo que se valoriza a morte dos nossos companheiros. E foi quando onde era o coração das vinhas achamos quatro pequenas "bolas" de pelos envolvidas em um couro muito velho. Muito estranho Vael resolveu guardá-las.
Voltando para onde havíamos deixado a carruagem, vi que estamos sendo observados e ao apontar quem nos observava, obviamente sumiu, mas logo fomos surpreendidos por outro Crinti, que usava roupas de um Scout. O Crinti mago foi conversar com ele em uma língua que não conheço, mas fomos embora sem grandes problemas. Seguimos viagem também relativamente calma até o passo das grandes Torres onde o Sr. Pulgro, nos esperava com cara de poucos amigos.
Olha o que sei foi o seguinte. A única depois de ter perdido dois amigos esses eventos até minha peregrinação, não me lembro bem. Na verdade lembro, mas prefiro não lembrar... O Sr. Pulgro, nos indagou sobre o que aconteceu como conseguimos perder um cidadão de Halruaa e porque tudo isso aconteceu. Sem conseguir responder, Vael tira de sua bolsa as pequenas bolas onde uma havia "quebrado", Sr. Pulgro imediatamente nos isolou um uma barreira de força mística e perguntou onde achamos aquilo. Após explicar que achamos enterrado nas ruínas, mandou imediatamente que queimássemos tudo inclusive a carruagem com os cavalos, porque aquelas bolas eram na verdade pequenos ovos de uma criatura chamada de "Fairin". Eu só sei que é uma criatura muito antiga e poderosa, não sei muitos detalhes sobre eles. Pelo pouco que o Sr, Pulgro falou são parasitas e necessitaríamos de ficar de quarentena e passaríamos por uma seria de exames. E posso dizer que ficamos de quarentena, ao pé da letra. Após, vários dias e todos ainda apáticos com que havia acontecido e com que tínhamos descoberto. O Sr. Pulgro conversou conosco e "passou o sabão" em todos. Mas que tínhamos que investigar futuramente sobre o que havíamos achado. O Crinti passou a ser responsabilidade do Mago de Halruaa, Raith e Vael desde que o Sr. Pulgro chegou, os dois saíram da sala. E desde então não os vi. Marcamos todos nos encontramos em Maeruhal daqui a um mês, nesse período vou ouvir mais os espíritos para evitar que catástrofes como essa ultima volte a acontecer...
quarta-feira, 9 de abril de 2008
2º Sessão – A caçada ao Gnoll Possuído
Depois fui conversar com o “nobre” que estava em um pequeno quarto bem pior do que eu havia ficado nos meus primeiros meses em Halruaa, lembro que chamei durante meses esse quarto de cela. Ele me contou que é um mago e que viu a criatura e estaria disposto a qualquer coisa para tira-lo de lá. Foi quando tive a idéia de acertar com a Sra Boria para deixar o Crinti ir sob minha responsabilidade para testarmos a confiança dele. Além de ser mais um para nos ajudar nesse problema serviria como prova de confiança.
Quando estávamos prestes a partir, o crinti com seu robe com uma spinder-like armor, avistei uma caravana chegando, e para minha surpresa nela estava Gotek, que havia saído escondido de sua família junto com mais dois outros “aventureiros”, um deles é um mago de Halruaa e o outro aparentemente seu bodyguard, o nome dele era Vael.
Partimos para um ponto onde o crinti havia dito que era o hideout do Gnoll, o Gotek e os dois aventureiros passaram para nossa carruagem. Para chegarmos mais rápido ao ponto indicado pelo crinti, invoquei espíritos da natureza que iriam ajudar aos cavalos a darem tudo de si para chegarmos o mais rápido possível no hideout. O primeiro dia de viagem foi bem tranqüilo passamos um dia rápido sem muitos problemas. Apenas fomos observados por águia gigantes, mas que não ofereceram nenhuma ameaça.
Na segunda noite, quando paramos para descansar do dia de viagem, no meio da noite tive um sonho que algo se aproximava, nesse sonho eu fui até próximo a pessoa que aparentava estar perdida numa mistura de loucura com sofrimento. Não entendo bem o que estava acontecendo comentei com Vael, que algo estava na estrada. Vael foi se aproximando e o crinti acompanhou-o, quando o crinti viu o que era o homem em questão era um undead e disse que era extremamente perigosa, resolveram chamar o Gotek , que confirmou o pior e iniciamos um processo de mover o acampamento lentamente.
Longe do perigo terminamos a noite de descanso, e continuamos a viagem logo no raiar do sol. Logo chegamos ao ponto onde acontecerá o ataque a caravana mercante, mas não havia sinal dos cavalos ou de corpos. Iniciamos uma busca pelas imediações da floresta, com a ajuda de um encanto de detectar magia fomos seguintes para um ponto que emanava magia na floresta. Vael e eu seguimos na frente e demos de cara com dois corpos brutalmente mutilados a fim de assustar e afastar qualquer pessoa. Isso significou que estávamos chegando próximo ao local onde estaria o Gnoll. Ao nos aproximarmos do ponto onde emanava a magia avistamos uma ruína do que foi um dia um pequeno forte, com uma torre de aproximadamente quatro andares.
Ao nos aproximarmos da ruína, reparamos que já estava lá a um bom tempo e que tinha muitas vinhas pelas paredes. Os magos crinti de Halruaa ficaram tentando entender os escritos que tinham pelas paredes na entrada, enquanto Vael, Raith e eu iniciamos a exploração. Conseguimos desenha um pequeno mapa do que seria o piso que estávamos. Havia um grande salão com uma mesa em mármore que dividia a sala em dois corredores. Esses corredores chegavam a duas portas muito velhas e de pouco uso aparente. Logo ao fundo desse salão havia mais duas portas, uma estava barrada, mas a outra, foi aberta por Vael, que num primeiro instante achamos que o Gnoll estava lá, mas foi um alarme falso. Nesse momento todos já haviam entrado na ruína e fomos até essa nova sala, que era retangular ainda com muitas vinhas e um porta que levaria até onde um dia fora uma armory. Na outra porta dessa sala chegamos até ao pilar central da ruína que deveria ser usado para prender os prisioneiros. Nessa sala encontramos o Gnoll possuído escondido num canto, Vael até tentou conversar antes do combate mas foi inútil a criatura começou a atacar e Vael e nesse momento Raith tentaram cerca-la mas além de muito forte a criatura era muito ágil, Ao lançar uma magia de fogo nela reparei que ela era imune a tal elemento, logo passei sabendo que ela estaria possuída fui tentar atacar com meus poderes o espírito que a possuía. Bom o que consegui foi atrair atenção dela para mim, me feriu com um golpe certeiro. Nesse momento quando reparei todos estavam atacando a criatura e ela apesar de estar em modo de fúria, já mostrava alguns ferimentos. Então decidi por não invocar Razjor para me ajudar, e talvez necessite dele em outro momento.
Quando derrotamos o Gnoll o espírito saiu do corpo, mas ainda permaneceu pela ruína. Isso significa que teremos que achá-lo. Nossa missão ainda não acabou. Ao abrir a porta do outro lado da sala, encontramos o coração das vinhas e como eu suspeitava era uma criatura que se espalhou por toda ruína. Temos que localizar e entender melhor o que o espirito estava fazendo nessa ruína...
terça-feira, 8 de abril de 2008
1º Sessão – O treinamento e a primeira aventura
Para mim nesse momento aquilo era uma prisão, as pessoas falavam uma língua que eu não conhecia. Tinha que fugir. Até que num dia descobri o pior, não tinha como fugir a minha prisão estava voando a milhas do solo. Foi quando passei a tentar aprender a língua deles e tentar me comunicar.
Nesse momento, quando passei a demonstrar um “ar” mais civilizado os meus “carcereiros” foram muito educados e me ensinaram a língua deles, quem eles eram e o que queriam. O local onde estava na verdade não era uma prisão. Aparentemente era um local de treinamento e estudo, longe de tudo onde poderia me concentrar em aprender o que eles tinham para ensinar. E era muita coisa. Passaram-me vários conhecimentos sobre religiões, magia, história, planos e etc...

Quem sempre estava comigo era uma mulher, que se chama Myllestra, era uma maga de Halruaa. Ela era quem mais vivia comigo e que ensina sobre a meta mágica do universo. Durante um ano passei a acompanhar com ela a vida das pessoas em Halruaa. Desde commoners aos mais ricos, reparei que todos tinham uma vida repleta de sentimento que não eram comum para mim, tipo alegria, prosperidade, um futuro. Em nenhum momento ela tentou mudar minha opnião ou a forma que pensava. Depois desse ano veio outro fato, que marcaria minha vida, depois de estudar e ver o modo de vida do povo de Halruaa, eles falaram que necessitavam da minha ajuda e tinham a oferecer o conhecimento e mais treinamento. Mas se eu quisesse voltar eles me levariam bastaria eu escolher. Então seguindo o que meu pai falava resolvi ficar com povo de Halruaa, ele sempre me disse que o melhor modo que desenvolver-se é conhecendo novos lugares e novos desafios. E esse será um grande desafio.
Depois dessa escolha fui enviado para um templo de Azuth. O templo é uma grande torre na base das montanhas que protegem Halruaa. Essa torre é um dos maiores centros religiosos do local, onde vários adeptos aprendem sobre magia e a doutrina do Deus. Nesse local tive contato com várias pessoas, mas por ser completamente diferente da maioria poucos conversavam comigo. Um deles foi o Gotek um adepto de Azuth, que havia iniciado seus estudos na academia de magia, mas foi convidado a seguir o caminho clerical focado em conhecimento e magia. Outros que sempre estavam por perto durante esses dois anos de treinamento foram: Ferbar, Bollark, Karnar, Sahy. Todos são adeptos de Azuth.
Depois desses dois anos fomos enviados para Maeruhal, e fui convidado a ficar na casa de um dos nobres da cidade, o Sr. Pulgro, um Envoker. Ele me hospedou em sua casa e indicou um guarda-costas, para assegurar minha proteção na cidade. Foi quando conheci o soldado Raith, que havia treinado na capital de Halruaa. Passamos os primeiros dias andando para conhecer a cidade.
Poucos dias depois de ser apresentado ao meu bodyguard, fui chamado pelo Sr. Pulgoor, que havia preparado algo para investigarmos. De acordo com ele havia uma serie de ataques misteriosos. Ele nos mostrou uma criatura com face de um felino acorrentada e muito ferida, ele nos disse que fora capturado mas estava em um estado de loucura total, nos mostrou também imagem de um templo de Mystra, também todo destruído. As suspeitas que fosse um Gnoll infectado ou até mesmo possuído por algo, já que Gnolls atacam em bando. Esse o motivo de minha presença. Aceitei imediatamente investigar o que estava acontecendo e fui chamar Gotek para aplicar seus conhecimentos, mas por algum motivo estranho os pais deles o convenceram de não ir. Então no mesmo dia, Raith e eu, juntamos os mantimentos e fomos de carruagem para um Out-Post do outro lado das montanhas.
No meio do caminho há um check-point que faz a defesa do caminho que leva ao Out-Post a trilha passa pelo meio de uma grande garganta onde nas duas extremidades há duas torres de mármore com quatro estatuas de pedra em cada torre. Nesse local fomos informados que na noite passada haviam chegado alguns forasteiros (Crintis) e mercadores que diziam ter sobrevivido ao ataque de Crintis Riders e uma criatura Werewolf-like. Descidimos descansar da viagem e no dia seguinte iríamos conversar com os sobreviventes para ter mais informações do que estava acontecendo.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Background
Passamos a viver numa época sombria onde guerras entre castas foram travadas. E a conclusão disso? Muitos mortos e os poucos sobreviventes, que hoje lutam para manter a espécie viva. Habitamos as ruínas da nossa antiga civilização, mas o orgulho e o espírito caótico não nos permite olhar os erros que cometemos.
Pouco se sabe desse passado glorioso, perdemos muito com isso. Mas a vida continua. Vou contar alguns fatos que me lembro da minha infância. Meu pai vem de uma linhagem mística de acordo com que ele me contava, somos descendentes de grandes feiticeiros. Mas eu sabia que havia algo mais reservado para mim. Parecia que durante toda minha vida sempre tive algo ou alguém me observando, ajudando. Sobre minha família não tenho muito a dizer, tenho um irmão que seguiu os conselhos de nosso pai e foi aventura-se para desenvolver a habilidade de magia que nosso sangue elemental carrega, mas nunca mais tivemos noticia dele, era uma boa pessoa, pelo pouco que me lembro. Minha mãe, não cheguei a conhecer, pelo o que meu pai me conta que ela morreu quando era muito pequeno me protegendo contra um ataque de undeads que invadiram nossas ruínas. Esse é outro fato estranho, por que para muitos elders era para eu estar morto também porque de forma nenhuma uma criança de meses de vida conseguiria sobreviver a um ataque desse tipo.
Outro fato que lembro é de vezes eu formas de reptilianas em cantos escuros pareciam me seguir. Isso acabou me isolando bastante na infância, dado que para maioria do meu povo eu estaria mexendo com o povo-serpente. Mas foi um dos Elders da tribo que me mostrou a verdade. O que eu sempre ouvia e me ajudava era o que ele chama de espírito guia. São espíritos que escolhem seus protegidos por terem alguma característica especial ou serem predestinados a isso. De acordo com ele por isso que sobrevivi ao ataque dos undeads, o meu espírito guia me protegeu.
Aprendi a ouvir o meu espírito guia, que o chamo Razjor, e com a ajuda do Elder Yhobar, desenvolvi um elo mais forte com Razjor. Posso dizer que meu pai não ficou muito contente com minha nova forma de “ver o mundo”. Para ele os Fire Genasis deveriam todos seguir o caminho da feitiçaria que era o único meio de sermos uma grande nação novamente. Mas provei do modo mais duro que o que fazia era realmente especial. Passando uma semana fora da proteção da ruína de nossa antiga civilização, voltando até com alguns tokens. Isso mudou a opinião de meu pai.
Mas o destino me preparava uma grande mudança. Um dia simplesmente no meio da noite um grande clarão veio até meu quarto, quando tentei olhar pela luz, a única coisa que me lembro é de acordar numa quarto completamente diferente do meu, muito mais civilizado... Tudo era diferente, inclusive as pessoas... E desse ponto para frente meu destino havia sido radicalmente alterado ou seguia o que era o esperado, isso eu nunca vou saber...
