Para mim nesse momento aquilo era uma prisão, as pessoas falavam uma língua que eu não conhecia. Tinha que fugir. Até que num dia descobri o pior, não tinha como fugir a minha prisão estava voando a milhas do solo. Foi quando passei a tentar aprender a língua deles e tentar me comunicar.
Nesse momento, quando passei a demonstrar um “ar” mais civilizado os meus “carcereiros” foram muito educados e me ensinaram a língua deles, quem eles eram e o que queriam. O local onde estava na verdade não era uma prisão. Aparentemente era um local de treinamento e estudo, longe de tudo onde poderia me concentrar em aprender o que eles tinham para ensinar. E era muita coisa. Passaram-me vários conhecimentos sobre religiões, magia, história, planos e etc...

Quem sempre estava comigo era uma mulher, que se chama Myllestra, era uma maga de Halruaa. Ela era quem mais vivia comigo e que ensina sobre a meta mágica do universo. Durante um ano passei a acompanhar com ela a vida das pessoas em Halruaa. Desde commoners aos mais ricos, reparei que todos tinham uma vida repleta de sentimento que não eram comum para mim, tipo alegria, prosperidade, um futuro. Em nenhum momento ela tentou mudar minha opnião ou a forma que pensava. Depois desse ano veio outro fato, que marcaria minha vida, depois de estudar e ver o modo de vida do povo de Halruaa, eles falaram que necessitavam da minha ajuda e tinham a oferecer o conhecimento e mais treinamento. Mas se eu quisesse voltar eles me levariam bastaria eu escolher. Então seguindo o que meu pai falava resolvi ficar com povo de Halruaa, ele sempre me disse que o melhor modo que desenvolver-se é conhecendo novos lugares e novos desafios. E esse será um grande desafio.
Depois dessa escolha fui enviado para um templo de Azuth. O templo é uma grande torre na base das montanhas que protegem Halruaa. Essa torre é um dos maiores centros religiosos do local, onde vários adeptos aprendem sobre magia e a doutrina do Deus. Nesse local tive contato com várias pessoas, mas por ser completamente diferente da maioria poucos conversavam comigo. Um deles foi o Gotek um adepto de Azuth, que havia iniciado seus estudos na academia de magia, mas foi convidado a seguir o caminho clerical focado em conhecimento e magia. Outros que sempre estavam por perto durante esses dois anos de treinamento foram: Ferbar, Bollark, Karnar, Sahy. Todos são adeptos de Azuth.
Depois desses dois anos fomos enviados para Maeruhal, e fui convidado a ficar na casa de um dos nobres da cidade, o Sr. Pulgro, um Envoker. Ele me hospedou em sua casa e indicou um guarda-costas, para assegurar minha proteção na cidade. Foi quando conheci o soldado Raith, que havia treinado na capital de Halruaa. Passamos os primeiros dias andando para conhecer a cidade.
Poucos dias depois de ser apresentado ao meu bodyguard, fui chamado pelo Sr. Pulgoor, que havia preparado algo para investigarmos. De acordo com ele havia uma serie de ataques misteriosos. Ele nos mostrou uma criatura com face de um felino acorrentada e muito ferida, ele nos disse que fora capturado mas estava em um estado de loucura total, nos mostrou também imagem de um templo de Mystra, também todo destruído. As suspeitas que fosse um Gnoll infectado ou até mesmo possuído por algo, já que Gnolls atacam em bando. Esse o motivo de minha presença. Aceitei imediatamente investigar o que estava acontecendo e fui chamar Gotek para aplicar seus conhecimentos, mas por algum motivo estranho os pais deles o convenceram de não ir. Então no mesmo dia, Raith e eu, juntamos os mantimentos e fomos de carruagem para um Out-Post do outro lado das montanhas.
No meio do caminho há um check-point que faz a defesa do caminho que leva ao Out-Post a trilha passa pelo meio de uma grande garganta onde nas duas extremidades há duas torres de mármore com quatro estatuas de pedra em cada torre. Nesse local fomos informados que na noite passada haviam chegado alguns forasteiros (Crintis) e mercadores que diziam ter sobrevivido ao ataque de Crintis Riders e uma criatura Werewolf-like. Descidimos descansar da viagem e no dia seguinte iríamos conversar com os sobreviventes para ter mais informações do que estava acontecendo.
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